Se der tempo, publico
26 de fevereiro de 2010 in Aleatórios
Trabalho de mais? Trabalho de menos? Ganho pouco ou muito dinheiro? Essa coisa de grandezas que comparamos, se é que isso existe, é interessante.
Veja, o Itaú lucrou R$ 13 bilhões de reais no ano passado. Por isso, o meu salário de agora R$ 600,00 é de menos. Se for comparar com alguém que mora em Níger, o pior IDH do mundo, devo ser multi-milionário.
No filme Encontro com Milton Santos, em uma palestra em que ele está sendo filmado, ele diz que nunca na história da humanidade, tivemos condições políticas e tecnológicas para erradicar a miséria. Passar bem Milton. A gente vai daqui, tocando a miséria.
Enfim, o post era pra falar sobre o tempo, e o tempo que perdemos, ou deixamos perder. Minha amiga mandou um texto de um sujeito. Disse que leu e que pra ela pareceu eu falando. Fico lisonjiado. Segue:
Nós bebemos demais, gastamos sem critérios. dirigimos rápido demais, ficamos acordado até muito tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV demais e raramente estamos com Deus. Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores. Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos frequentemente. Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos as nossas vidas, mas não vida aos nossos anos. Fomos e voltamos a Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho. Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio. Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores. Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos. Aprendemos a nos apressar e não, a esperar. Construímos mais computadores para armazenar mais infomação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos comunicamos cada vez menos. Estamos na era do ‘fast-food’ e da digestão lenta; do homem grande, do caráter pequeno; lucros acentuados e relações vazias. Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados. Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas mágicas. Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na dispensa. Uma era que leva essa carta a você, e uma era que te permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar ‘delete’. Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão aqui para sempre. Lembre-se de dar um abraço carinhosos em seus pais, num amigo, pois não lhe custa um centavo sequer. Lembre-se de dizer ‘eu te amo’ à sua companheira(o) e às pessoas que ama, mas, em primeiro lugar, se ame… se ame muito. Um beijo e um abraço curam a dor, quando vêm de á de dentro. Por isso, valorize sua família e as pessoas que estão ao seu lado, sempre.
Não escrevo mais, me desculpem. Estou atrasado pro almoço…

