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Bullying

29 de janeiro de 2010 in Contos

Voltava do trabalho no domingo. Não gostava do trabalho que tinha, mas não tinha muita vontade de mudança. Na esquina da entrada do seu prédio, encontrou de novo com ele.

Esses encontros se tornaram mais frequentes de uns dois anos pra cá. O imbecil, como sempre, o cumprimentou. Talvez por ser pego de surpresa, ou por receio, ele devolveu o cumprimento. Era sempre um aceno de cabeça, nada mais.

Virando a sua rua, começou a ter os pensamentos de novo. Alguns anos de tratamento o fizeram ser um pouco mais controlado, mas não evitava de lembrar do que ocorria. Lembrou que os americanos tem um nome pra isso, bullying. As bolinhas de papel, os cascudos, a chacota verbal. Anos durante o ensino fundamental de agressões físicas e psicológicas.

Quando se deu conta, já estava de frente ao elevador. Lembrou da vez que teve coragem, uma única vez, de reagir. Após a invenção do “croque duplo”, perdeu o controle e partiu para cima. Os vários murros na nuca lhe davam a impressão de que teria sucesso. Tomou um empurrão e quando percebeu, só teve tempo de virar de costas. Um pé da carteira (das mais velhas que o colégio possuia, de madeira de lei, com pernas de ferro) bateu bem no meio das suas costas, e ele envergou de dor, chorando. Depois disso, uma suspensão de 3 dias, apenas por reagir a um abuso constante. Ainda lembrava da sova que levou quando o pai chegou em casa.

Já na sala, sua mãe o esperava, como sempre. Não quis jantar, e foi direto para o computador. Descontaria sua raiva justamente no jogo que o colocava no papel dele. Sua mãe entrou no quarto e já entendeu o que tinha acontecido. Seu filho sempre jogava aquilo quando as crises voltavam.

- Não quero você jogando isso filho.
- Me deixa mãe.
- Você já deveria ter esquecido o que se passou. Jesus disse que agente precisa perdo…
- Eu sei o que Jesus disse, e eu não sou ele.
- Pare de pensar nessas coisas e toque sua vida. Você já está com 25 anos.
- Me deixa.

Não era simplesmente esquecer. Mas o destino lhe prepararia uma surpresa.

No começo do Outono, em uma terça-feira, foi pra academia no horário de costume. Assim que chegou o viu. Não podia acreditar. O sujeito começara a fazer academia no seu horário. Disfarçadamente voltou pra casa, mas no dia seguinte já sabia o que esperava. Tentou manter distância, e conseguiu ficar apenas no cumprimento habitual.

Os dias foram se passando, e cada vez mais as lembranças do passado e as idéias de vingança preenchiam a sua mente. Não suportaria mais aquele canalha convivendo junto dele, sempre cumprimentando, revezando aparelhos, tentando puxar papo. Desgraçado!

A oportunidade não tardou a aparecer. Em um dia chuvoso, a academia estava vazia, e apenas os dois estavam se exercitando fora das esteiras. Foi até a frente da academia buscar uma anilha para fazer abominais, e quando voltou para os fundos, ele estava de costas, alongando. Como de praxe, sua mente entrou em convulsão. Percebeu a anilha, e a arma que ela poderia representar. Lembrou do dia que teve coragem de reagir, e a sensação que teve quando o socava. Foi chegando perto. Ele escutava música pelo fone de ouvido, e não percebeu sua aproximação. Todas as vezes de humilhação, de agressões. A forma como ele era desenvolto em insultá-lo, tirar onda com a sua cara. As pessoas que riam com suas graças. Pensou em sua mãe, e na insistência dela em fazê-lo superar seu trauma, mas logo a esqueceu. Estava bem próximo. Sentiu o peso da anilha. Enfiou dois dedos em seu centro, pressionou contra sua palma. Girou o braço para trás. Sua visão escureceu…

Quando se deu conta de sí, ele estava caido. Sua cabeça estava ensanguentada, havia alguns caroços brancos misturados ao sangue. Suas pernas ainda tremiam em uma reação mórbida. Soltou a anilha. Entrou em desespero. Quanto tempo para alguém perceber o que tinha ocorrido? Olhou para trás e viu apenas as senhoras na esteira, e a recepcionista ao fundo. O som estava mais alto que de costume. O que tinha feito? Girou o corpo e foi rumo a saída. Passou direto pelas esteiras, pela recepção. A recepcionais o chamou, dizendo algo da sua carterinha, para ele pegar de volta. Não voltou. Andava rápido. Na chuva, percebeu suas roupas e braço direito com respingos de sangue. Ao virar a esquina, ainda conseguiu ouvir um grito agudo. Percebeu que, com certeza, tinha matado ele. Pensou na mãe. Fudeu.

Alguns dias depois, em uma universidade na região, uns poucos comentavam: - Cê viu? o Fuentes morreu…

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Campus Party, meu carnaval…

26 de janeiro de 2010 in Aleatórios

Ontem começou o Campus Party. Para quem não sabe o que é, eu considero o WoodStock Nerds. Uma semana onde você se interna com mais 6000 pessoas iguais a você, i.e., pessoas nerds que gostam de tecnologia e computadores. É um acampamento, onde você leva seu computador e fica hospedado por uma semana.

As barracas do acampamento, e um pé.

Também não é só perca de tempo. São diversas áreas, e todos os dias tem diversas palestras, tutoriais, mini-cursos, além da troca de experiências, que é o mais importante.

Não vou,  e nada do que me tem acontecido me deixa mais triste do que isso. Tipo, para a maioria acha que é coisa de nerds, mas pra mim é importante. Eu fui nos dois primeiros que aconteceram em 2008 e 2009.

O primeiro foi no espaço de convenções do parque do Ibirapuera. Vacilei, e fiquei apenas dois dias e duas noites. Mas deu pra ver o quanto é divertido. Até aparecer na TV eu apareci, e você pode conferir na categoria de vídeos.

O segundo já onde está sendo este ano, no espaço de convenções Imigrantes. Fiquei toda a semana lá, de segunda a domingo, e foi muito bom. O mais legal lá é os flash mob’s. Ano passado tinha um PacMan e dois fantasmas. Ou a corrida de cadeiras. A galera é muito criativa.

Enfim, se você não achou graça, não entende a magia do Campus Party.

Não vou, porque não tenho dinheiro, e se tivesse não teria tempo. O que me deixa mais puto. É como o futebol de sexta, mas que só acontece uma vez por ano, e vou ter que esperar 2011 para ir.

Resquício de 2009, óbvio. Como disse uma vez um grande amigo meu, toda mudança é dolorida. E a pior mudança é a inercial. Começar uma mudança se você estiver parado é uma coisa. Agora, mudar uma trajetoria que você vem tendo para uma nova trajetória, é mais difícil ainda.

Enfim, uma música para o meu estado de espírito: A Felicidade, Vinícius de Morais, com Maria Creuza e Toquinho

[podcast]http://fuentes.net.br/wp-content/uploads/2010/01/02-A-Felicidade.mp3[/podcast]

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A Felicidade

Vinicius de Moraes
Composição: Vinicius de Moraes / Antonio Carlos Jobim

Tristeza não tem fim
Felicidade sim

A felicidade é como a pluma
Que o vento vai levando pelo ar
Voa tão leve
Mas tem a vida breve
Precisa que haja vento sem parar

A felicidade do pobre parece
A grande ilusão do carnaval
A gente trabalha o ano inteiro
Por um momento de sonho
Pra fazer a fantasia
De rei ou de pirata ou jardineira
Pra tudo se acabar na quarta-feira

Tristeza não tem fim
Felicidade sim

A felicidade é como a gota
De orvalho numa pétala de flor
Brilha tranqüila
Depois de leve oscila
E cai como uma lágrima de amor

A felicidade é uma coisa boa
E tão delicada também
Tem flores e amores
De todas as cores
Tem ninhos de passarinhos
Tudo de bom ela tem
E é por ela ser assim tão delicada
Que eu trato dela sempre muito bem

Tristeza não tem fim
Felicidade sim

A minha felicidade está sonhando
Nos olhos da minha namorada
É como esta noite, passando, passando
Em busca da madrugada
Falem baixo, por favor
Pra que ela acorde alegre com o dia
Oferecendo beijos de amor

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Coisas para se fazer em uma tarde de quinta-feira

24 de janeiro de 2010 in Contos da Chris

Hoje começa uma nova colaboradora aqui para o meu blog. De posse de uma mente depravada, ela não tinha onde soltar os seus contos, então estou cedendo o espaço. Como é de praxe, moralistas e ultra-religiosos out…

Coisas para se fazer em uma tarde de quinta-feira

Aquela poderia ser uma tarde de quinta-feira como outra qualquer, mas não seria. Ao olhar distraidamente as pessoas que passavam apressadas pelas ruas, um pensamento surgiu em sua mente. “O que será que essas pessoas achariam de sua tarde diferente?” “Sem estresse, sem tédio, sem trabalho, uma tarde só de prazer”?

Pois é, ela se daria a esse luxo. Iria transar a tarde toda, e tinha mil idéias na cabeça para aquela tarde.

Este seria seu terceiro encontro com esse cara, que a excitava de tal forma que só de pensar ela começava a ficar molhada, com os bicos dos seios duros e então vinha uma vontade, uma necessidade de se tocar e gozar, e, lá ia ela se masturbar.

Se encontraram e foram para o motel. Ele disse que já estava excitado, com o “pau duro”, que não conseguia se concentrar, e que tinha uma tara… ser chupado no carro.

Ela pegou o pau dele, e colocou na boca, primeiro lambeu a cabeça, bateu com ele no seu rosto, ela adorava sentir aquele pau duro batendo em seu rosto, e colocou ele inteiro na boca, sabia que ele adorava isso, sentir seu pau todo dentro da boca dela, tocando até sua garganta.

Quando viram já estavam sem roupa dentro do carro, e o que ela mais queria era sentir ele dentro dela, pois afinal, tinha se masturbado a semana inteira só pensando nisso, no momento que iria poder gozar com ele metendo dentro dela.

Sua boceta já estava toda molhada, subiu em cima dele, esfregou seus seios em seu rosto, e sentou devagarzinho em seu pau. Começou a subir e descer, olhando para a cara dele, essa era outra coisa que ela adorava fazer, ficar olhando para cara dele enquanto ele a comia (ou ela o comia), começou a sentir então aquele arrebatamento que a acometia toda vez que ia gozar, um calor, um tremor, umas contrações que fazia com que perdesse a noção de hora, lugar, gozou sentada em cima dele.

E esse era só o começo de uma tarde que prometia….

Chris

PS. Não, não fui eu quem escreveu. Não, não é um conto de auto afirmação. Não, não sou eu o cara da quinta-feira. Estou apenas cedendo o espaço para uma pessoa que prefere o anonimato.

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Aniversário Fuentes 2008

9 de janeiro de 2010 in Fotos

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Aniversário do Chile e da Letícia 2009

9 de janeiro de 2010 in Fotos

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Ouro de Tolo, Raul Seixas

7 de janeiro de 2010 in Letras, Música

Ouro de Tolo
Raul Seixas
Composição: Raul Seixas

[podcast]http://fuentes.net.br/wp-content/uploads/2010/01/13-Ouro-de-Tolo.mp3[/podcast]

Eu devia estar contente
Porque eu tenho um emprego
Sou um dito cidadão respeitável
E ganho quatro mil cruzeiros
Por mês…

Eu devia agradecer ao Senhor
Por ter tido sucesso
Na vida como artista
Eu devia estar feliz
Porque consegui comprar
Um Corcel 73…

Eu devia estar alegre
E satisfeito
Por morar em Ipanema
Depois de ter passado
Fome por dois anos
Aqui na Cidade Maravilhosa…

Ah!
Eu devia estar sorrindo
E orgulhoso
Por ter finalmente vencido na vida
Mas eu acho isso uma grande piada
E um tanto quanto perigosa…

Eu devia estar contente
Por ter conseguido
Tudo o que eu quis
Mas confesso abestalhado
Que eu estou decepcionado…

Porque foi tão fácil conseguir
E agora eu me pergunto “e daí?”
Eu tenho uma porção
De coisas grandes prá conquistar
E eu não posso ficar aí parado…

Eu devia estar feliz pelo Senhor
Ter me concedido o domingo
Prá ir com a família
No Jardim Zoológico
Dar pipoca aos macacos…

Ah!
Mas que sujeito chato sou eu
Que não acha nada engraçado
Macaco, praia, carro
Jornal, tobogã
Eu acho tudo isso um saco…

É você olhar no espelho
Se sentir
Um grandessíssimo idiota
Saber que é humano
Ridículo, limitado
Que só usa dez por cento
De sua cabeça animal…

E você ainda acredita
Que é um doutor
Padre ou policial
Que está contribuindo
Com sua parte
Para o nosso belo
Quadro social…

Eu que não me sento
No trono de um apartamento
Com a boca escancarada
Cheia de dentes
Esperando a morte chegar…

Porque longe das cercas
Embandeiradas
Que separam quintais
No cume calmo
Do meu olho que vê
Assenta a sombra sonora
De um disco voador…

Ah!
Eu que não me sento
No trono de um apartamento
Com a boca escancarada
Cheia de dentes
Esperando a morte chegar…

Porque longe das cercas
Embandeiradas
Que separam quintais
No cume calmo
Do meu olho que vê
Assenta a sombra sonora
De um disco voador…

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Universidade do século XXI

7 de janeiro de 2010 in UFABC

Artigo de autoria do reitor, Adalberto Fazzio, e do chefe de Gabinete, Sidney Jard da Silva, que foi publicado pelo jornal Folha de São Paulo na edição de 6 de janeiro (coluna Tendências e Debates). O texto aborda a importância da atividade de extensão universitária no desenvolvimento da sociedade.

No início do século passado, o renomado sociólogo alemão Max Weber observou que somente por acaso se poderia encontrar em um mesmo homem as vocações de cientista e professor. Apenas em situações fortuitas teríamos a felicidade de entrarmos em uma sala de aula e depararmos com o acadêmico igualmente “vocacionado” para o ensino e para a pesquisa.

O dilema weberiano ainda angustia aspirantes e mestres de diversas áreas do conhecimento. De um lado, estudantes decepcionados por não compreenderem o brilhantismo dos seus professores-pesquisadores. De outro, pesquisadores-professores amargurados por não conseguirem transmitir seus conhecimentos para diligentes alunos.

Se já era difícil conciliar ensino e pesquisa, o que dizer da combinação entre ensino, pesquisa e extensão? As atividades extensionistas exigem dos docentes universitários uma vocação pouco desenvolvida no meio acadêmico: a de colocar em prática as investigações teóricas e os achados das pesquisas.

Se considerarmos ainda o desigual reconhecimento atribuído às atividades universitárias -a publicação dos resultados de pesquisa confere mais status do que a dedicação à sala de aula ou a projetos de extensão-, é compreensível a predileção pelos laboratórios entre os jovens postulantes aos mais prestigiosos títulos acadêmicos.

Contudo, cada vez mais a sociedade contemporânea reclama um papel engajado das instituições de ensino superior, em particular das universidades públicas, das quais se exigem retornos não só na forma de publicações internacionais mas também em produtos e processos aplicáveis ao desenvolvimento econômico e social.

Nesse contexto, ganha força o conceito de extensão inovadora, isto é, a prática extensionista capaz de levar à sociedade os conhecimentos científicos e tecnológicos produzidos no intramuros universitário.

Mas, para tanto, é necessário um duplo movimento: 1) de um lado, as universidades devem promover o reconhecimento mais equitativo das práticas de ensino, pesquisa e extensão; 2) de outro, as práticas extensionistas devem eleger a difusão do conhecimento científico e tecnológico como atividade prioritária.

O conceito de extensão inovadora implica a superação da ideia da prática extensionista como consultoria empresarial ou assistencialismo comunitário. Não se trata apenas de atender demandas de setores sociais específicos, mas de levar o conhecimento científico e tecnológico à sociedade como um todo. A extensão deve constituir o núcleo promotor daquilo que os cientistas sociais chamam de “meios de inovação”, isto é, um conjunto específico de relações com foco na produção de novos conhecimentos, novos produtos e novos processos. O lócus da sinergia entre os atores acadêmicos, o poder público e o setor produtivo.

O velho modelo humboldtiano (ensino e pesquisa) é condição necessária, mas não suficiente para a universidade contemporânea. A superação desse paradigma, por sua vez, é condição imprescindível para a prática da extensão inovadora. Não se trata de minimizar a importância da fórmula ensino-pesquisa, mas de maximizar o alcance dos seus resultados para além dos campi universitários.

A Universidade Federal do ABC (UFABC), na região metropolitana de São Paulo, tem realizado um grande esforço no sentido de desenvolver uma nova concepção de extensão universitária, tão inovadora quanto o seu projeto político pedagógico.

Para tanto, a UFABC tem participado de iniciativas importantes para o desenvolvimento econômico e social do ABC paulista, como são os casos do Grupo de Trabalho do Polo Tecnológico do Grande ABC e do Conselho de Desenvolvimento Econômico do Município de São Bernardo do Campo.

Só assim essa jovem universidade poderá cumprir o seu papel científico e tecnológico de forma plena. Será na relação profícua com os atores sociais inovadores (representantes do poder público, dos empresários e dos trabalhadores) que a universidade do século 21 encontrará a base social para superar os dilemas vividos pelas universidades do século 20.

Adalberto Fazzio – reitor “pro tempore”, membro da Academia Brasileira de Ciências e professor titular do Instituto de Física da USP.
Sidney Jard da Silva – chefe de gabinete da reitoria e professor adjunto do Centro de Engenharia, Modelagem e Ciências Sociais Aplicadas.

Universidade Federal do ABC

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Na Natureza Selvagem

5 de janeiro de 2010 in Filmes

Sean Penn como diretor. O filme conta a história de Chris McCandless, um jovem de classe média-alta americano que larga sua vida confortável para cruzar o pais em busca de um objetivo: chegar ao Alasca.

Vai se descobrindo e cruzando a vida de várias pessoas. Interessante é a montagem do filme em 4 partes: infância, adolescência, idade adulta e sabedoria.

O filme traz o debate, também muito americano, de viver mentiras através de coisas materiais. O sujeito larga tudo e tentar viver apenas pela natureza.

O foda do filme é aquela vontade de fazer igual: largar tudo e sair por aí. É algo meio utópico, mas eu passo a vontade.

Vale a pena realmente.

Chris McCandless, em seu último auto retrato.

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Sim Senhor

5 de janeiro de 2010 in Filmes

Engraçadinho…

O filme conta a história de Carl, um cara de meia-idade, divorciado, que só diz não as oportunidades que aparecem.

Leva uma vida monotona, e praticamente não tem amigos, exceto um. Em um determinado momento, encontra com um cara que conhecia faz tempo. O sujeito faz parte de uma “seita” do Sim. A filosofia diz que devemos dizer sim para as coisas que nos surgem na vida.

Na palestra, o palestrante o pega pra Cristo, e faz ele prometer para o Universo que só dirá sim para as pessoas. Pra variar, ele começa a dizer sim e as coisas vão melhorando. Aparece uma moça e eles se apaixonam e bla bla bla…

É aquela filosofia americana barata de aproveitar melhor a vida. Aluguei pensando em dar boas risadas, o que não acontece. Jim Carrey já fez filmes mais engraçados.

Enfim, vale a pena se você não tiver mais o que fazer.

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Como perdi o meu cabaço

4 de janeiro de 2010 in Aleatórios

Mano, estou sem porra nenhuma para colocar no meu blog. Aí, vejo o post do Henrique Capanema, do Interbarney.com. O garoto está preocupado de como será a sua primeira vez. Eu vou dizer como foi a minha.

Antes de tudo, tenho que avisar que foi com uma profissional do sexo, vulgo Puta. Se você é moralista, ultra-religioso ou qualquer outra coisa, não precisa ler mais, e nem voltar aqui. Vamos lá:

Eu tinha 19 anos. Tipo, ser homem, ter 19 anos e ser virgem é foda. Imagina todo mundo comentando, falando de suas experiências, e tacando na cara que você é virgem. Eu já estava muito pressionado pelos amigos.

Também estava fazendo Tiro de Guerra. Ver 100 homens, todo santo dia, motiva bastante o sexo (heterosexual, no meu caso). O ano era 2003.

Era mês de julho, e eu tinha a poucos dias feito aniversário. Eu e o Júnior estavamos voltando da locadora que tem perto de casa, onde estavamos indo alugar ou devolver uma fita de Nintendo 64. Ao passar pelo motel (veja mapa abaixo) algumas putas faziam ponto lá, entre elas a escolhida.

As putas que ficavam lá sempre foram zuadas. Essa era exceção. Morena, mais ou menos 1,70m, muito peito e muita bunda. Passei e na hora já fiquei estigado. Andamos um pouco mais e falei pro Júnior que queria perder o cabaço. O preço era R$ 30,00, por meia hora, mais o motel, que custava R$ 15,00. Lembro até hoje: eu tinha R$ 20,00 na carteira, e o Júnior me emprestou R$ 30,00.

Ele foi embora e eu voltei. As pernas já tremiam e a veia da tempora com certeza estava visivelmente pulsante. Perguntei o que já sabia:

- Quanto é o programa?

- R$ 30,00 meia hora. Você está de carro?

- Não.

- Então vai ter que ser aqui. É R$ 15,00.

- Beleza.

Começamos a subir. Minhas pernas agora realmente tremiam. Chegamos no guichê do motel. Ela conversou com a mulher e eu paguei os R$ 15,00. Fomos para o quarto.

Ela começou a tirar a roupa e eu fiquei parado. Ela perguntou se eu não ia tirar e comecei a tirar. Fiquei só de cueca e meia (que não tirei em momento nenhum). Ela ficou nua e me disse para tirar a cueca. Tirei e deitei na cama.

Putas tem diversas técnicas. Uma delas e fazer oral para o pênis ficar duro. Como o meu já estava, ela colocou a caminha e logo se agachou por cima de mim. Que erro o meu!

Tipo, é lógico que na sua primeira vez você gozará em 15 segundos. E foi o que aconteceu. Ela saiu de cima, tirou a camisinha e amarrou com uma habilidade surpreendente. Depois, deitou ao meu lado. O seguinte diálogo se sucedeu:

- E agora?

- Você já gozou.

- Mas não saciou.

- É uma camisinha por programa.

- Me arruma outra.

- É uma só. Aqui no motel vende, pede e você paga.

Liguei no motel e pedi mais. Custava R$ 3,00. Demorou uns 5 minutos pra chegar, e enquanto isso ficamos na situação mais constragedora que já vivi. Quando chegou a camisinha, ela tentou mais um pouco, mas no fim, já tinha acabado mesmo.

Eu comecei a me trocar e ela foi tomar banho. Ates disso, foi mijar, agachada por cima do vaso. Acho que ter visto aquilo foi a coisa mais bizarra que me aconteceu naquela noite. Depois ela se trocou e eu consegui reparar no corpo dela. Era muito gostosa. Passou a mão nas outras duas camisinhas e voltamos ao guichê. Paguei os R$ 3,00, os R$ 30,00 dela e começamos a descer.

Neste momento passou algo estranho na minha cabeça. O que dizer a ela? Tipo, ela tinha acabado de tirar o meu cabaço, e eu estava apaixonado por ela. Isso ficou na minha cabeça e no fim a única coisa que consegui dizer, quando ela voltou pra esquina e eu virei pro outro lado foi obrigado.

Abaixo, o lugar exato da degola do cabresto:


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