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Para 2010

30 de dezembro de 2009 in Eubiose

Walt Disney

Num dia como outro qualquer decidi triunfar.
Decidi não esperar as oportunidades e sim eu mesmo buscá-las.
Decidi ver cada problema como uma oportunidade de encontrar uma solução.
Decidi ver em cada deserto como uma possibilidade de encontrar um oasis.
Decidi ver cada noite como um mistério a resolver.
Decidi ver cada dia como uma nova oportunidade de ser feliz.
Naquele dia descobri que meu único rival,
não era mais que minhas próprias limitações
e que enfrentá-las era a única melhor forma de superá-las.
Naquele dia, descobri que eu não era o melhor e que talvez nunca tivesse sido.
Deixei de me importar com quem ganha ou perde.
Agora me importa simplesmente saber melhor o que fazer.
Aprendi que o difícil não é chegar lá em cima e, sim, deixar de subir.
Aprendi que o melhor triunfo é poder chamar alguém de “AMIGO”.
Descobri que o amor é mais que um simples estado de enamoramento.
O amor é uma filosofia de vida.
Naquele dia, deixei de ser um reflexo de meus escassos triunfos passados.
e passa a ser uma tênue luz do presente.
Aprendi que nada serve ser luz,
se não iluminar o caminho dos demais.
Naquele dia decidi trocar tantas coisas…
Naquele dia , aprendi que os sonhos existem para tornar-se realidade.
E desde aquele dia, já não durmo para descansar.
Simplesmente durmo para sonhar.

Walt Disney

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“A internet nos suga como uma esponja”

28 de dezembro de 2009 in Internet

Fonte: Revista Época.
Data: 11/12/2009.
Autor: Alexandre Mansur.

Um dos maiores palestrantes do mundo empresarial diz que viver conectado é prejudicial a nosso cérebro
Para Nicholas Carr, um dos palestrantes mais valorizados do mundo dos negócios, a dependência da troca de informações pela internet está empobrecendo nossa cultura. Mais ainda: nosso intelecto, ao se acostumar aos múltiplos estímulos das redes sociais, aos e-mails e aos comunicadores instantâneos, perde a capacidade de raciocínios elaborados. Autor de um famoso artigo cujo título resume o conteúdo – “O Google está nos tornando mais estúpidos?” – , Carr está preparando um livro de nome igualmente provocativo – numa tradução literal, O raso: o que a internet está fazendo com nosso cérebro. Ele falou a ÉPOCA durante uma visita ao Brasil para uma palestra a 4.500 líderes empresariais, num dos maiores eventos para executivos do país.
Nicholas Carr

QUEM É: Americano, 50 anos, é formado em Harvard e autor de livros de tecnologia e administração, é membro do conselho editorial da Enciclopédia Britânica

O QUE FEZ: Ficou famoso pela crítica à qualidade de “obras abertas” da internet, como a Wikipédia, e por artigos em que afirma que as empresas deveriam terceirizar o investimento em tecnologia da informação

ÉPOCA – A internet afeta a inteligência?

Nicholas Carr – Você fica pulando de um site para o outro. Recebe várias mensagens ao mesmo tempo. É chamado pelo Twitter, pelo Facebook ou pelo Messenger. Isso desenvolve um novo tipo de intelecto, mais adaptado a lidar com as múltiplas funções simultâneas, mas que está perdendo a capacidade de se concentrar, ler atentamente ou pensar com profundidade. Isso é um resultado da dependência crescente em relação à internet. Essa forma de pensar vai reduzir nossa habilidade para pensar contemplativamente. Ela prejudica nossa cabeça.

ÉPOCA – Quais seriam as consequências?

Carr – A riqueza de nossa cultura não é apenas quanta informação você consegue juntar. Ela tem a ver com os indivíduos pensando profundamente sobre a informação, refletindo sobre ela, avaliando pessoalmente os dados que recebe e não se deixando passivamente bombardear por vários estímulos. Estamos perdendo isso agora. Toda a cultura fica mais rasa. Temos acesso democrático à informação, mas o resultado é mais pobre. Temos menos condições de compreender as grandes obras da arte, da ciência ou da literatura, que exigem uma concentração mais profunda.

ÉPOCA – As pessoas deveriam ficar desconectadas de vez em quando?

Carr – Sim. Deveríamos desconfiar da internet. É claro que conseguir bastante informação útil é parte de nossa vida moderna. Mas precisamos encorajar continuamente o outro lado, que é a aquisição calma e contemplativa do conhecimento. Isso exige ficar fora do fluxo contínuo de informação. Só não sei se isso será possível porque nossa vida social está cada vez mais dependente de quão conectados estamos. Seu grupo de amigos está embrulhado em redes sociais na internet. Você precisa da internet para executar seu trabalho. Não para de olhar para seu BlackBerry. Não é mole se desligar disso tudo.

ÉPOCA – A filosofia grega foi construída em cima de debates. O pensamento de Platão são conversas com seus discípulos. Por que não daria para erigir conhecimento a partir da interação com os outros?

Carr – Nos Diálogos de Platão, temos duas pessoas dedicadas a uma conversa atenta sobre determinado tema. Se você entra on-line, encontra dezenas de pessoas trocando mensagens de texto, vendo e-mails, escrevendo no Twitter e pulando de uma página para outra. A troca de informação ocorre com interrupções o tempo todo. Sócrates sentava-se embaixo de uma árvore e pensava longamente enquanto conversava com seus discípulos. É muito diferente do que fazemos agora.

ÉPOCA – Uma das maiores lojas on-line, a Amazon, vende livros. As pessoas baixam livros no Kindle. Até o senhor vende livros. Isso não significa que as pessoas ainda leem textos extensos?

Carr – É verdade que as pessoas ainda lerão livros por muito tempo. Mas o porcentual de tempo dedicado à mídia impressa vem caindo. A média americana é de um livro por dia, o que ainda é muito bom. Só que o ato de ler uma página após a outra fica cada vez mais difícil à medida que você se adapta à comunicação da internet. Eu mesmo sinto isso. Antes eu me sentava e lia por horas. Agora, fico pensando se devia conferir meu e-mail ou acho ruim não encontrar hiperlinks no texto.

“AS CRIANÇAS NÃO DEVEM MEXER EM COMPUTADORES DE JEITO NENHUM. OS PAIS DEVEM DEIXAR OS FILHOS AO MÁXIMO LONGE DAS TELAS”

ÉPOCA – Essa habilidade para múltiplas tarefas e para administrar várias informações simultâneas não nos dá, em compensação, maior capacidade para criar novas ideias?

Carr – Certamente temos maior capacidade para encontrar informação ou relacionar uma com a outra. Mas dependemos cada vez mais de conexões externas. Você estabelece uma relação porque clicou em um hiperlink que alguém deixou lá. Já construir as próprias relações entre um fato e outro exige um tempo de reflexão própria, que não estamos tendo.

ÉPOCA – Essa visão negativa da internet não é apenas o medo da mudança?

Carr – Não há dúvida que, toda vez que uma tecnologia nova aparece, algumas pessoas imaginam que tudo vai desmoronar. Sim. É preciso ter essa visão cética. Por outro lado, também devemos desconfiar quando ouvimos alguém glorificando as novas tecnologias e prometendo uma nova utopia. Recomendo que as pessoas não sigam o que eu digo cegamente. Mas que examinem o próprio comportamento. Testem em si mesmos o que estou dizendo.

ÉPOCA – Os cursos on-line vão revolucionar a educação?

Carr – Existe empolgação em torno dos cursos on-line porque parecem cortar os custos. Um professor poderia dar aula para milhares de alunos, em vez de apenas uma turma de algumas dezenas. Mas não acho que a educação on-line vá substituir a tradicional. Ela pode funcionar como complemento para o professor ter um material de apoio na sala de aula ou para o aluno reforçar em casa o que aprendeu na escola. Outra utilidade dos cursos on- -line é a formação técnica profissional em casos específicos. Existe um aspecto importante na educação, que é juntar os alunos fisicamente para conviver e trocar experiências. Isso vai além de apenas assistir a uma aula. Tem a ver com o lado comunitário da educação, que se perderia se passarmos tudo para o computador.

ÉPOCA – Como a tecnologia pode beneficiar a educação?

Carr – Por um lado, o que estamos vendo é que muitas escolas, especialmente universidades, começam a oferecer material on-line de seus cursos, inclusive algumas aulas. Isso é bom. Permite que gente de fora da universidade tenha acesso à informação de ponta e aulas de grandes pensadores. O perigo para as grandes universidades é que os alunos possam ter a ilusão de que terão acesso ao conhecimento apenas sentados diante de um computador. Aí o que acontece é que a eficiência de fornecer material on-line começa a capturar os investimentos financeiros, que deveriam ir para as universidades e escolas. Se um professor dá aula para milhões de alunos, quem vai pagar o salário dos outros?

ÉPOCA – Como atrair a atenção dos jovens que estão ligados nas redes de relacionamento e nos jogos da internet para a educação “formal”?

Carr – Naturalmente, não há como fazer isso. Nossa dependência dos serviços de internet não está mudando apenas nossos relacionamentos e nosso acesso ao conhecimento, mas também a forma como nossa mente funciona. Não é só entre os jovens, mas gente de todas as idades usa cada vez mais a internet. Nas escolas e em casa, os pais e os educadores têm sido excessivamente entusiastas do poder dos computadores. Temo que, como o cérebro constrói a maior parte das ligações entre os neurônios na juventude, o modo de pensar promovido pelo convívio com a internet predomine sobre a capacidade de análise. Os pais devem manter seus filhos o máximo longe das telas. Na verdade, acredito que as crianças não devem mexer em computadores de jeito nenhum. Mais tarde, quando entrarem na adolescência, terão de aprender a lidar com a internet para sua vida adulta, social e profissional. Mas antes disso não.

ÉPOCA – Como o senhor fez com seus filhos?

Carr – Minha filha tem 24 anos, meu filho 19. Então, quando eram crianças não havia tanto acesso à internet e a computadores. Nem as redes sociais existiam. Mas mesmo naquela época eu já sabia que as mídias usadas pelas crianças teriam influência em sua capacidade cognitiva futura. Não quero dizer que a internet seja ruim. Ela é essencial para encontrarmos pessoas e informações úteis. Mas ela é como uma esponja. Vai sugando todos os aspectos da vida. E nos obriga a se adaptar a ela. É o futuro da humanidade. Só que perderemos alguma coisa no meio do caminho.

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Recado do Fuentes para os inimigos

22 de dezembro de 2009 in Letras, Música, UFABC

Na retrospectiva sobre 2009 no Podcast Ufanzine.net #009, respondi aos inimigos porque saí do DCE. Se quiserem escutar, parte dois, aqui. No site da LINERI, clique aqui. O recado:

Vai tomar no cú!!!

Jesus Chorou – Racionais MC’s

[podcast]http://fuentes.net.br/wp-content/uploads/2009/12/jesus_chorou.mp3[/podcast]

O que é o que é??

Clara e salgada,
cabe em um olho e pesa uma tonelada,
tem sabor de mar,
pode ser discreta,
inquilina da dor,
morada predileta.,
na calada ela vem,
refém da vingança,
irmã do desespero,
rival da esperança,
pode ser causada por vermes e mundanas
ou pelo espinho da flor,
cruel que você ama,
amante do drama,
vem pra minha cama,
por querer, sem me perguntar me fez sofrer,
e eu que me julguei forte,
e eu que me senti,
serei um fraco,
quando outras delas vir,
se o barato é louco e o processo é lento,
no momento,
deixa eu caminhar contra o vento,
do que adianta eu ser durão e o coração ser vulnerável,
o vento não, ele é suave, mas é frio e implacável,
(é quente) borrou a letra triste do poeta,
(só) correu no rosto pardo do profeta.
Verme sai da reta,
a lágrima de um homem vai cair,
esse é o seu B.O. pra eternidade,
diz que homem não chora,
ta bom, falou ou vai pra grupo irmão ai
Jesus chorou!

Porra vagabundo óh,
vou te falar,
tô chapando,
eita mundo bom de acabar,
o que fazer quando a fortaleza tremeu
e quase tudo ao seu redor,
melhor, se corrompeu,
(epa peralá, muita calma ladrão,
cadê o espírito imortal do Capão??)
lave o rosto nas águas sagradas da pia,
nada como um dia após o outro dia
que, sou eu seu lado direito,
tá abalado por que veio?
nego, é desse jeito!
Durmo mal, sonho quase a noite inteira,
acordo tenso, tonto e com olheira,
na mente: sensação de mágoa e rancor
uma fita me abalou na noite anterior
-Alô!!
-Ae dorme em doidão, mil fita acontecendo e cê ai..
-Que horas são??
-…Meio dia e vinte ó
a fita é o seguinte ó,
ñ éisqueirando não ó,
fita de mil grau,
ontem eu tava ali de CB, no pião,
com um truta firmezão,
cê tem que conhecer,
se pam se liga ele vai saber derepente,
ele fazia até um Rap num passado recente…
- Uhum.
-…vai vendo a fita,
se naum acredita,
quando tem que se é Jão (hã) pres’tenção,
vai vendo: parei pra fumar um de remédio,
com uns muleque lá e pá, trafica nos prédios,
um que chegou depois, pediu pra dar uns 2,
qual, um patrício ó, novão e os carái,
fumaça vai, fumaça vem ele chapou o côco,
se abriu que nem uma flor, ficou louco,
tava eu mais dois truta e uma mina,
num tempra prata show filmado ouvindo Guina,
hi, o bico se atacou ó, falou uma pá do cê.
- tipo o que?
-Esse Brown aí é cheio de querer ser,
deixa ele moscar e cantar na quebrada,
vamo ver se é isso tudo quando ver as quadrada,
periferia nada, só pensa nele mesmo,
montado no dinheiro e ceis aí no veneno,
e a cara dele truta?
cada um no seu corre,
tudo pelas verde, uns mata, outros morrem,
eu mesmo se eu catar boa numa hora dessa,
vou me destacar do outro lado de pressa,
vou comprar uma house de boy depois alugo,
vão me chamar de senhor…não por vulgo,
mas pra ele só a zona sul que é a pa,
diz que ele tira nós, nossa cara é cobrar,
o que ele quiser nós quer, vem que tem,
porque eu naum pago pau pra ninguém.
E eu?? só registrei né,não era de lá os mano tudo só ouviu,
ninguém falou um A
- Quem tem boca fala o que quer pra ter nome,
pra ganhar atenção das muié e/ou dos homens,
amo minha raça, luto pela cor,
o que quer que eu faça é por nós, por amor,
naum entende o que eu sou, não entende o que eu faço,
não entende a dor e as lágrimas do palhaço,
mundo em decomposição por um triz,
transforma um irmão meu num verme infeliz
e a minha mãe diz:
- Paulo acorda, pensa no futuro que isso é ilusão,
os proprio preto não tá nem ai com isso não,
olha o tanto que eu sofri, que eu sou, o que eu fui,
a inveja mata um, tem muita gente ruim.
-Pô mãe não fala assim que eu nem durmo,
meu amor pela senhora já não cabe em Saturno,
dinheiro é bom, quero sim se essa é a pergunta,
mas a dona Ana fez de mim um homem e não uma puta!
Ei você, seja lá quem for, pra semente eu não vim,
então, sem terror,
inimigo invisível, Judas incolor,
perseguido eu já nasci, demorou,
apenas por 30 moedas o irmão corrompeu,
atire a primeira pedra quem tem rastro meu,
cadê meu sorriso? onde tá? é, quem roubou?
Humanidade é má, e até Jesus Chorou
Lágrimas…Lágrimas…Jesus Chorou

Vermelho e azul, hotel, pisca só no,
cinza escuro do céu.
Chuva cai lá fora e aumenta o ritmo,
sozinho eu sou agora o meu inimigo intimo,
lembranças más vem, pensamentos bons vai,
me ajude,sozinho penso merda pra caráio,
gente que acredito, gosto e admiro,
brigava por justiça e paz levou tiro:
Malcom X,Ghandi, Lennon, Marvin Gaye,
Che Guevara, 2Pac, Bob Marley e
o evangélico Martin Luther King…
Lembrei de um truta meu falar assim:
-Não joga pérolas aos porcos irmão,
joga lavagem eles prefere assim,
se tem de usar piolhagem!
-Cristo que morreu por milhões,
mas só andou com apenas 12 e um fraquejou
periferia: Corpos vazios e sem ética
lotam os pagode rumo à cadeira elétrica
eu sei, você sabe o que é frustação,
máquina de fazer vilão,
eu penso mil fita, vou enlouquecer,
e o piolho diz assim qdo me vê:
-famoso pra karáio,durão, ih truta,
faz seu mundo não Jão,hã, a vida é curta,
só modelo por aí dando boi,
põe elas pra chupar e manda andar depois,
rasgar as madrugadas só de mil e cem,
se sou eu truta, não tem pra ninguém,
Zé Povinho é o Cão, tem esses defeitos,
quê? cê tendo ou não cresce os zóio de qualquer jeito,
cruzar se arrebentar, de repentemente vai,
de ponto quarenta, só querer tá no pente.
-Se só de pensar em matar já matou,
eu prefiro ouvir o pastor:
- Filho meu,não inveje o homem violento e nem siga nenhum dos seus caminhos…
Lágrimas…
Molha a medalha de um vencedor…
Chora agora ri depois, ae, Jesus chorou…
Lágrimas…

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Destacando código fonte com WP-Syntax e TinyMCE Valid Elements

22 de dezembro de 2009 in Nerds, WordPress

Para quem quer ter um blog também sobre programação, é interessante destacar os códigos fontes que forem disponibilizados nos posts para um melhor entendimento. Para isso, é necessário instalar dois plugins para o WordPress.

WP-Syntax

O post responsável pelo colorido nas linhas é o WP-Syntax. Após instalar, a utilização é simples:

<pre lang=”linguagem” line=”1″>

[codigo a ser destacado]

</pre>

Para sua utilização, devemos usar como acima. Em lang, definimos qual o tipo de linguagem que ele vai destacar (a lista de linguagens pode ser vista aqui).

Problemas

O editor do WordPress retira automaticamente tags HTML que são desnecessárias. Assim, se você fosse declarar acima os atributos para a tag pre, ele vai retirar o line=”1″. Para remover essa limitação, instale o plugin TinyMCE Valid Elements.

Ele vai habilitar opções em Configurações. Lá, definimos a tag pre e os atributos que queremos deixar livre de recortes. No nosso caso, line e lang.

Referências

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Aprenda a Programar em Dez Anos

22 de dezembro de 2009 in Nerds, Programação

Peter Norvig
Tradução por Augusto Radtke

Porque todo mundo tem tanta pressa?

Entre em qualquer livraria, você vai ver Aprenda Java em 7 dias assim como diversas variações oferecendo lições de Visual Basic, Windows, Internet e por ai vai, em dias ou horas. Eu fiz a seguinte pesquisa na Amazon.com:

pubdate: after 1992 and title: days and

(title: learn or title: teach yourself)

e encontrei 248 entradas. As primeiras 78 eram livros sobre computadores (número 79 era Learn
Bengali in 30 days). Troquei “dias” por “horas” e encontrei resultados incrivelmente similares: 253 livros, 77 de computadores, seguidos de Teach Yourself Grammar and Style in 24 Hours no número 78. Do total de 200, 96% eram livros de computadores.

A conclusão é que ou as pessoas estão com muita pressa de aprender sobre computadores, ou computadores são extremamente fáceis de aprender do que qualquer outra coisa. Não há livros de como aprender Beethoven, ou Física Quântica ou até adestramento de cães em alguns dias.

Vamos analisar o que um título como Learn Pascal in Three Days pode significar:

Aprenda: Em três dias você não terá tempo de escrever programas significantes, e aprender com seu sucesso ou fracasso. Você não terá tempo para trabalhar com um programador experiente e entender o que é conviver neste ambiente. Em resumo, você não terá tempo para aprender muito. Logo eles só podem estar falando a respeito de entendimento supercial, como disse Alexander Pope, aprender pouco é uma coisa perigosa.

Pascal: Em três dias você deve ser capaz de aprender a sintaxe do Pascal (isso se você já conhece uma linguagem similar), mas não vai aprender muito sobre como utilizar essa sintaxe. Em resumo, se você era, vamos dizer, um programador Basic, você pode aprender a escrever programas no estilo Basic usando a sintaxe do Pascal mas não aprender em que o Pascal é bom (ou ruim). Então, qual o ponto? Alan Perlis disse certa vez: “Uma linguagem que não afeta a maneira que você pensa sobre programação, não vela a pena ser aprendida”. Um ponto é se você precisar aprender um pouco de Pascal (ou algo como Visual Basic ou Javascript) porque você precisa interagir com alguma ferramenta existente para uma tarefa específica. Mas nesse caso você não esta aprendendo a programar, você está aprendendo a como resolver essa tarefa.

em três dias: Infelizmente, não é suficiente, como veremos a seguir.

Aprenda a Programar em Dez Anos

Pesquisadores (Hayes, Bloom) tem demonstrado que leva em torno de dez anos para desenvolver perícia em qualquer de uma variedade de áreas, includindo jogar xadrez, compor músicas, pintar, tocar piano, nadar, jogar tênis e pesquisar neuropsicologia ou topologia. Aparentemente não há atalhos: até Mozart, que foi um prodígio musical aos 4 anos levou mais 13 antes de compor música de primeira classe. De outra forma, ou Beatles parecem ter disparado nas paradas em primeiro lugar com a aparição no show do Ed Sullivan em 1964. Mas eles estavam tocando em pequenos clubes em Liverpool e Hamburgo desde 1957, e mesmo que eles conseguiram uma aparição em masa, o primeiro grande sucesso mesmo, Sgt. Peppers, foi lançado em 1967. Samuel Johnson pensa que pode levar mais do que dez anos: “Excelência em qualquer departamento pode ser alcançada apenas com o trabalho de uma vida toda; não é possível compra-lá por menos.” E Chaucer reclamou: “vida tão curta, leva tantu pra aprender.” Sim, é “tantu”, e não “tanto”, um dia você entende.

Então aqui vai minha receita para sucesso na programação:

  • Aprenda inglês. Leia o original deste texto. Essa tradução só está aqui para exercitar o meu inglês, não o seu. (Nota do tradutor)
  • Se interesse por programação, e faça porque é legal. Tenha certeza que isso continue a ser legal para você dedicar dez anos nisso.
  • Converse com outros programadores; leia outros programas. Isso é mais importante do que qualquer livro ou curso de treinamento.
  • Programe. O melhor tipo de aprendizado é aprender fazendo.

Colocando de uma forma mais técnica, “o nível máximo de performace individual em um domínio é não é alcançado automaticamente em função de uma experiência extendida, mas sim aumentado mesmo por indivíduos extramente experientes por um esforço deliberativo de melhorar.” (p. 366) e “o aprendizado mais efetivo requer uma tarefa bem definida com uma dificuldade apropriada para o indivíduo em particular, dado que exista um retorno sobre a experiência e oportunidades de repetição e correções de erros.” (p. 20-21) do livro Cognition in Practice: Mind, Mathematics, and Culture in Everyday Life, que é uma referência interessante deste ponto de vista.

Se você quiser, gaste quatro anos em uma universidade (ou mais em uma pós-graduação). Isso lhe dará acesso a alguns empregos que requerem alguma formação e um grande entendimento do campo de trabalho, mas se você não gosta muito de ir para escolha, você pode (com alguma dedicação) conseguir alguma experiência similiar sobre esse tipo de trabalho. Em qualquer caso, apenas ler livros não será suficiente.

“Educação em ciências da computação não faz de ninguém um gênio em programação tanto quanto estudar pincéis e pigmentos não fazem um bom pintor.” diz Eric Raymond, autor de The New Hacker’s Dictionary. Um dos melhores programadores que eu já contratei tinha apenas o segundo grau, e ele produziu vários softwares incríveis, tem seu próprio grupo de discussão, e fez dinheiro suficiente em ações para comprar seu próprio clube nortuno.

Trabalhe em projetos com outros programadores. Seja o melhor programador em alguns projetos, seja o pior em outros. Quando você é o melhor você testa suas habilidades para liderar um projeto, e para inspirar outros com a sua visão. Quando você é o pior aprende o que os mestres ensinam e o que não gostam de fazer (porque eles fazem você fazer por eles).

Trabalhe em projetos após outros programadores. Esteja envolvido em entender um programa
escrito por outro. Veja o que é preciso para entender e consertar quando o programador original não esta por perto. Pense em como desenvolver seus programas para que seja fácil para quem for mante-lós após você.

Aprenda pelo menos meia dúzia de linguagens de programação. Includa na lista uma linguagem orientada a objetos (como Java ou C++), uma que seja de abstração funcional (como Lisp ou ML), uma que suporte abstração sintática (como Lisp), uma que suporte especificação declarativa (como Prolog ou C++ com templates), uma que suporte co-rotinas (como Icon ou Scheme), e uma que suporte paralelismo (como Sisal).

Lembre-se que há um “computador” em “ciência da computação”. Saiba quanto tempo leva para o seu computador computar uma instrução, carregar uma palavra ad memória (com e sem cache), ler palavras consecutivas do disco rígido, procurar por uma nova posição no disco.(As respostas estão aqui.)

Se envolva no esforço de padronização de uma linguagem. Pode ser o comite ANSI C++, ou na padronização de programação na sua empresa, se utilizaram identação com 2 ou 4 espaços. Em qualquer caso, você aprende o que outras pessoas gostam em uma linguagem, o quanto eles gostam e talvez um pouco do porque eles gostam.
Tenha o bom senso de cair fora desse processo de padronização tão rápido quanto possível.

Com tudo isso em mente, é questionável o quão longe você pode ir apenas lendo livros. Antes que do meu primeiro filho nascer eu li todos os livros de Como Fazer e ainda me sentia como um novato. Trinta meses depois, quando nasceu meu segundo filho, voltei aos livros para relembra? Não, ao invés disso resolvi utilizar minha experiência pessoal do primeiro filho, que se tornou muito mais útil do que milhares de páginas escritas por especialistas.

Fred Brooks, em seu trabalho No Silver Bullets identificou um plano em três partes para encontrar grandes projetistas de software:

  • Sistematicamente identifique os melhores projetistas o quanto antes.
  • Atribua um orientador de carreira responsável pelo desenvolvimento cuidadosamente de um plano de carreira
  • Promova oportunidades para desenvolvedores em aprendizado interagir e estimular uns aos outros.

Isto assumo que algumas pessoas já possuem as qualidades necessárias para ser um grande desenvolvedor de software; o grande trabalho é apenas coloca-los no caminho correto. AlanPerlis coloca de forma mais sucinta: “Qualquer um pode ser ensinado a esculpir: Michelangelo poderia ser ensinado a não esculpir. É o mesmo com grandes programadores”.

Então vá em frente e compre aquele livro de Java; provavelmente você terá algum uso dele. Mas isso não vai mudar a sua vida, ou o seu conhecimento como um programador em 24 horas, dias, ou meses.

Referências

Bloom, Benjamin (ed.) Developing Talent in Young People, Ballantine, 1985.

Brooks, Fred, No Silver Bullets, IEEE Computer, vol. 20, no. 4, 1987, p. 10-19.

Hayes, John R., Complete Problem Solver Lawrence Erlbaum, 1989.

Lave, Jean, Cognition in Practice: Mind, Mathematics, and Culture in Everyday Life, Cambridge University Press, 1988.

Respostas

O tempo aproximado de execução de várias operações num PC típico de 1Ghz no verão de 2001:

executar uma instrução simples: 1 nseg = (1/1,000,000,000) seg
extrair uma palavra da memória L1: 2 nseg
extrair uma palavra da memória RAM: 10 nsec
extrair uma palavra consecutivamente do disco rígido: 200 nseg
extrair uma palavra de uma nova posição o disco (busca): 8,000,000nseg = 8mseg

Apêndice: Escolha de Linguagem

Muitas pessoas tem me perguntado sobre qual linguagem devem aprender primeiro. Não há resposta, mas considere estes pontos:

  • Use os seus amigos. Quando me perguntam “que sistema operacioal devo usar, Windows, Unix ou Mac?” minha resposta geralmenet é: “use o que seus amigos usarem”. A vantagem é que você poder aprender com os seus amigos vence qualquer diferença entre sistemas operacionais ou linguagens. Considere também seus futuros amigos: a comunidade de programadores que você fará parte se continuar. A sua escolha possuia uma grande comunidade de usuários ou apenas uma comunidade morta? Existem livros, sites e fórums para encontrar respostas? Você gosta das pessoas desses fórums?
  • Mantenha-se simples. Linguagens como C++ ou Java são desenvolvidas para utilização profissional por um grande time de desenvolvedores experientes que estão preocupados com a eficiência de execução de seus códigos. Como resultado, essas linguagens possuem partes complicadas desenvolvidas para essas circunstâncias. Você esta focado em aprender a programar, não precisa dessa preocupação. Você precisa de uma linguagem que foi desenvolvida para ser fácil de aprender e lembrar.
  • Interaja. Como normalmente você aprenderia piano: de modo interativo, no qual você escuta uma nota logo que pressiona uma tecla ou de um modo automizado em que você escuta cada nota quando a música termina de tocar? Claramente, aprender interativamente é muito mais fácil, e assim é com a programação. Insista em uma linguagem com um modo interativo e use-o.

Baseado nesses critérios, minhas recomendações para uma primeira linguagem seria Python ou Scheme. Mas as suas circunstâncias podem variar, e existem outras boas opções. Se a sua idade ainda tiver apenas um dígito, é melhor escolher Alice ou Squeak (aprendizes mais velhos podem gostar também). O importante é você escolher e começar.

Apêndice: Livros e outros recursos

Muitas pessoas me perguntam em quais livros e páginas elas devem aprender. Eu repito que “apenas ler livros não é suficiente” mas eu posso recomendar o seguinte:

  • Scheme: Structure and Interpretation of Computer Programs (Abelson & Sussman)é provavelmente a melhor introdução a ciência da computação e ele faz ensinando a programar enquanto você aprende computação. Você pode ver vídeos de aulas desde livro, assim como o texto completo. online O livro é desafiante e talvez algumas pessoas precisem de outra forma de aprendizado.
  • Scheme: How to Design Programs (Felleisen et al.) é um dos melhores livros sobre como projetar programas de forma elegante e funcional.
  • Python: Python Programming: Uma introdução a computação (Zelle) e também a linguagem Python.
  • Python: Vários tutorials online estão disponíveis em Python.org.
  • Oz: Concepts, Techniques, and Models of Computer Programming (Van Roy & Haridi)parece ser um sucessor moderno para Abelson & Sussman. É um tour pelas grandes idéias da programação, muito mais amplo que Abelson & Sussman mas mantendo uma certa facilidade de leitura. Ele utiliza uma linguagem, Oz, que não é muito reconhecida mas serve como base para outras linguagens.

Notas

T. Capey informa que a página de Complete Problem Solver na Amazon agora possui “Teach Yourself Bengali in 21 days” e “Teach Yourself Grammar and Style” na lista de livros que “Consumidores que compram esse item também costuma comprar estes”.

Eu imagino que um grande parte das pessoas que visualizam esse livro vem dessa página.

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Ainda 2009, o pior, mas algumas coisas boas

20 de dezembro de 2009 in Aleatórios

Ainda não consegui mensurar totalmente o quanto 2009 foi ruim. Acho que esqueci alguns itens. Também devo admitir que algumas coisas foram boas. Vamos lá…

Intelectual

Não sei se isso é possível, mas em 2009 eu não lí um único livro inédito inteiro! Veja, no começo do ano reli a saga Harry Potter, e depois entrei no volume único de As Crônicas de Nárnia, que ainda não terminei.

Não sei se fui claro. Não lí um único livro inteiro que não tivesse lido antes. Sou tipo um neandertal. Como esse ano foi também o máximo em antagonias, foi também o ano que mais comprei livros. Estou (porque não sou, vou mudar isso) um daqueles caras que gostam de comprar livros, se acham intelectuais, inteligentes, gostam de ver prateleiras cheias de livros, mas não os lêem. Ridículo!

Social

Pessoas: são as melhores coisas que você pode cutivar e investir. Depois, segundo meu instrutor Japa, são livros. Realmente falhei com algumas pessoas esse ano. Também perdi alguns amigos, não por minha causa, mas pelo visto perdi. Não acho que tenha dado o melhor de mim para o mundo.

Coletivo

O que você faz pelo coletivo? Pelas pessoas que não estão nas mesmas condições que você. Hoje, eu sou um gastador de oxigênio. Nada além disso. Não faço nada pelo meu próximo, não ajudo ninguém. Se eu morrer, alguns chorarão, mas o mundo ficará muito melhor sem eu por aqui.

Agente vive para o próximo. Assisti a um excelente filme, que farei uma resenha outra hora. No filme, o cara diz que a função nossa na vida é servir ao próximo, e não existe nada mais importante. Realmente acho que boa parte da minha infelicidade é devida ao fato de eu não usar minhas habilidades e conhecimento em função do próximo, pelo coletivo. Mas tenho projetos.

Aleatórios

Perdi 3 celulares. Encravei e desentravei uma unha. Achei um MP4 e tive ele roubado. Ganhei uma pança. Perdi um chapéu. Tomei várias botas. Tirei muitas figurinhas repetidas do álbum da Liga dos Campeões. Comi demais. Gaguei demais. Corri de menos. Fiquei doente. Xinguei bastante. Fiquei muito estressado. Trabalhei Pouco. Vagabundeei muito. Twitei pouco. Escrevi pouco. Gastei muito. Marquei poucos gols. Fiz 2 meses de acadêmia. Chorei pouco. Tive bastante motivos para chorar. Esperei demais por 2010…

Algumas coisas boas

Pessoas

Este foi um ano que conheci novas pessoas. E algumas foram (e são) realmente importantes para mim. Também acabei redescobrindo algumas outras pessoas, que agora olho diferente (algumas com admiração, outras com aversão, uma com tesão). Também aconteceram coisas inusitadas com algumas dessas pessoas, o que faz agente pensar que o acaso é interessante.

Também estou distantes de pessoas da qual gosto muito (Camila, Patricia e Márcia, para citar algumas). Isto não é bom, até porque posso infartar a qualquer momento.

Futebol

Voltei a jogar bola, e talvez seja a coisa que mais gosto de fazer, depois de sexo, óbvio. Toda a sexta, com os amigos da vila, em um society perto de casa. Estive ausente em algumas sextas, e isso me deixa estressado.

Ufanzine.net

Ele voltou. Timidamente, com um podcast sendo gravado semanalmente. Está longe do que eu idealizei para ele, mas está um ótimo recomeço. Aqui cabem algumas das pessoas que citei acima.

Um carro

Não sei ainda o quanto isso é bom, mas comprei um carro. Não uso, porque não tenho carta, mas consegui dar algumas fugidas com ele, e foi realmente bom. Acho que vou ser um sem vergonha gastador de créditos de carbono, quando tiver carta. Espero que não, porque também ganhei uma Caloi 10. Vou rodar ela a caminho da faculdade. Espero!

Sexo

Sem mais…

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2009 – O pior ano da minha vida

14 de dezembro de 2009 in Aleatórios

Fim de ano é época de constatações e de fazer o levantamento do ano. Pra mim este levantamento é cruel: foi uma bosta! Veja abaixo em cada aspecto da minha vida.

Financeiro

Por mais paradoxal que isso seja, este ano foi o ano que mais ganhei dinheiro na minha vida. Melhor colocando, foi o ano que mais tive dinheiro para gastar, e gastei. Se eu estivesse guardado todo esse dinheiro, estaria um pouco mais feliz, talvez. Mas não, ganhei bastante dinheiro mas gastei bastante dinheiro, o que faz isto ser uma bosta também.

Muito dinheiro para mim, é claro. Não que eu precisasse declarar imposto de renda, mas para mim foi um bom dinheiro. Mais do que eu estava acostumado a ganhar.

Material

Junto do aspecto financeiro coloco o material. Este ano comecei com um monitor novo em folha, de 21 polegadas. Comprei para jogar computador, mas isto não venho fazendo também. Veja, não faço nem as coisas que gosto. Também comprei um carro. Na verdade minha mãe comprou, e eu assumi as parcelas do financiamento (60 meses ou 5 anos ou meia década ou 5% de século ou o tempo necessário para se formar em engenharia, ou dar a volta no mundo engatinhando). É um carro do qual pago e não dirijo, porque não tenho habilitação. Porra, gasto boa parte do meu dinheiro com ele e não posso nem ao menos ir no motel, osso!

Amoroso

Em janeiro, terminei meu primeiro e até agora único namoro. Já tinhamos 4 anos juntos, e foi um fim sossegado, sem barracos. Isto me deixou solteiro, posição que ocupo até hoje. Aconteceram algumas pegações, mas muito longe do que algumas pessoas acham que eu pego.

Também tive um namoro relâmpago, mas durou uns 50 dias. Veja, alguns de meus defeitos se aprofundaram este ano, e o fato de eu ser MUITO inconsequente se agravou. Fui inconsequente com a garota, e com algumas outras. Isto faz eu ser um filho da puta para elas, o que é muito bem colocado. Para quem acredita em ação e reação, posso dizer que estou com medo: gerei tanta tristeza para elas que uma hora ou outra isto irá voltar, e vai ser foda.

É interessante essa coisa de amor. Já pensou se o INSS reconhecesse isso como doença? Seria a causa número 1 de afastamentos do trabalho (já deve ser né, mas indiretamente, com as consequencias que o sofrimento pelo amor causa, tipo depressão).

Profissional

Continuei e contínuo trabalhando onde terminei 2008: na Federação Paulista de Ciclismo. Não é ruim lá, e gosto do que eu faço, mas não aprendi coisas novas, e para quem quer trabalhar com computador, isto é muito ruim. Para o meu portifólio, que não existe, posso acrescentar o novo site da FPC (clique aqui). Fui eu quem elaborou o layout e escreveu o html, que não bate com padrão, não está acessível para deficientes e não abre no IE6 (apesar que este último é quase uma vitória).

Com o término do meu namoro, fiquei disponível nos finais de semana. Com isso, comecei a ir nos eventos da federação. Isto talvez acrescente mais uma coisa ao meu portifólio: descarregar e carregar caminhão. Além disso, cuido das inscrições e as vezes dos resultados. É um bom dinheiro que se ganha, e conheci algumas cidades de São Paulo, mas o trabalho é árduo também.

Acadêmico

Sem sombra de dúvidas, esse é um dos motivos que puxaram meu ano tão pra baixo. Fui uma bosta geral. Para quem  não sabe, minha universidade (UFABC), possui 3 trimestres por ano. No primeiro trimestre, fiz apenas uma matéria, já que as outras eu já havia feito. Isso me conta apenas 4 créditos. No segundo trimestre, devido a alguns problemas, tranquei a faculdade. Isto quer dizer que no segundo trimestre não somei nenhum crédito. Com este último trimestre também trancado, decido voltar para a faculdade e destrancar este trimestre. Desisti de todas as matérias, e vou tirar uns 5 F’s, isto quer dizer, vou repetir em todas.

Dizem que um  bom começo para mudar é perceber onde você peca. No quesito acadêmico, estou me percebendo: quando o trimestre está no começo, sempre vejo o trimestre longo, e acho que tem bastante tempo para fazer as coisas. O tempo vai passando, e este bastante tempo se torna pouquíssimo. Não gosto de ficar sobre pressão, com o tempo me assediando. O que faço? Desisto de tudo. E o dinheiro público vai se esvaindo. Confesso: sou um bosta!

Vale citar também que até julho eu era presidente do Diretório Central dos Estudantes da UFABC. Isto quer dizer que talvez eu seja político, já que o Serra foi também. Mas que merda não? Só falta eu ser igual a ele. Ser presidente me deixou algumas coisas bem claras. Uma é que você ser representante é de cair o cú da bunda. Tipo, você tem que pensar que está representando o coletivo. Com isso, não pode falar o que pensa, ou comer a Sweet em público. Precisa dar o exemplo. E isto é uma bosta. Outra coisa é que a maioria das pessoas começam a fazer as coisas pelo oba-oba, e quando aperta, você se vê praticamente sozinho. Terceiro: você pode ligar o foda-se e mandar tudo pro ar, e assim trancar sua matrícula, mas vai ser lembrado por isso eternamente.

Familiar

Passei os 4 primeiros meses deste ano sem falar com minha irmã. Estava e estou ausente de casa, sendo viajando a trabalho, dormindo fora ou simplesmente dormindo no meu quarto. Tirando os da minha residência, também estou ausente dos outros familiares, mas em um nível muito maior. Algo assim: se eu morrer eles vão custar a perceber, e não sentirão minha falta, já que não convivem comigo.

Veja, eu sou tão bosta neste quesito que estou tentando lembrar se minha vó paterna, a única que tive, porque os maternos morreram quando eu não era nascido (pai da minha mãe) ou quando eu era bem pequeno (mãe da minha mãe e pai do meu pai), morreu este ano ou ano passado, e não consigo me lembrar. Acho que foi no começo deste ano, mas não fui no enterro. Era em Ribeirão Preto e eu tinha afazeres na faculdade, aquela que sou tudo, menos estudante. Era algo a ver com o DCE, aquele mesmo que larguei e as pessoas me apontam por isso até hoje.

2010

Precisa ser o ano da minha vida, vale um post! Em breve…